Depois da festa, permanece o que foi deixado pelo caminho.
Ao final dos desfiles, recolhi na avenida pequenos fragmentos: pedaços de fantasias, materiais, objetos e vestígios de uma celebração que acabava de passar.
Esses restos carregam a memória do movimento, do trabalho e da presença de tantas pessoas. Guardados dentro das sacolas, deixam de ser apenas resíduos e passam a fazer parte da obra.
São fragmentos de um tempo vivido, recolhidos no silêncio que sucede o ritmo da festa.